Acervo digital da Fundação reúne vídeos com histórias inspiradoras que utilizam a tecnologia

20 de abril de 2016
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Assista a cinco narrativas sobre como a tecnologia e a determinação podem transformar diferentes realidades.

A palavra inspiração vem do latim inspiratio, que significa colocar para dentro, inflamar. Não é exagero dizer que a inspiração é como uma chama que  impulsiona o ser humano a criar e inovar. E ainda que ela possa surgir de diversos lugares, como ao ouvir uma música ou ler um livro, a inspiração que vem da ação de outro ser humano é ainda mais forte, e pode ser o gatilho poderoso que faltava para alguém começar a trilhar sua própria história de transformação.

Foi pensando no poder inspirador que as histórias transformadoras possuem que a Fundação Telefônica Vivo reuniu um acervo em vídeo de 32 homens e mulheres que impactaram o seu redor. As narrativas encorajadoras têm como ponto comum terem acontecido em projetos apoiados pela própria Fundação, e vão desde usos inteligentes de tecnologia até metodologias inovadoras de educação, aplicados em realidades distintas do Brasil.

E há poucas pessoas mais capacitadas para falar de quebras de paradigmas do que Braz Nogueira, ex-diretor da escola Campos Salles em Heliópolis (SP), e hoje diretor da Regional de Educação do Ipiranga. Referência como educador, Braz derrubou paredes e barreiras entre professor e aluno para tornar Campos Salles uma escola não somente inovadora, mas também um ponto de encontro onde a comunidade possa se articular e se envolver na construção do saber.

Quando Braz Nogueira diz que crianças e adolescentes são “seres competentes e integrais”, ele poderia estar se referindo à a trajetória de Cleiton dos Santos. Com apenas 17 anos, o jovem se tornou aluno mentor do laboratório de informática de sua escola, em São Paulo. Participando do projeto Minha Terra, da Fundação Telefônica Vivo, ele fez com que seus alunos desenvolvessem reportagens sobre temas como cyberbullying, inspirando-os a trabalhar com comunicação. A pauta recebeu o 6º Prêmio Paulo Freire de Ensino Municipal.

Também muito jovem, a transformadora Thais Cavalcante, de 19 anos, utilizou a comunicação e as ferramentas digitais para produzir conteúdo jornalístico de qualidade na comunidade da Maré, no Rio de Janeiro. Articulando-se com diversos agentes transformadoras do bairro, ela construiu um veículo de comunicação que dialogasse com o lugar, a partir de seus conhecimentos como moradora e frequentadora do entorno.

Não é só nas grandes capitais brasileiras que agentes transformadores usam a tecnologia para transformar a comunidade. Um dos exemplos é a gerente da Associação de Pescadores Indígenas, Luena Maria. Tendo sempre trabalhado com bloquinhos, papel e caneta, Luena viu a evolução de sua gestão quando começou a utilizar notebooks e tablets. Sem abandonar as tradições da pescaria tradicional de Santa Cruz Cabrália (BA), ela otimizou os negócios e aumentou os lucros da comunidade.

Quando a tecnologia se espalha e vira uma forma de empoderamento, quem a utiliza se torna um importante agente de mudança. Sempre buscando utilizar ferramentais digitais em suas aulas, a educadora Mariliette Pedrocchi foi escolhida para otimizar e capacitar os professores da cidade de Bebedouro, em São Paulo. Tendo conhecimento em informática, ela viu a diferença que fez aproximar-se de cada educador, introduzi-lo no universo da tecnologia, e fazer com que ele pensasse em como aplicá-lo nas aulas.

De comunidades pesqueiras indígenas até escolas em grandes periferias urbanas, o acervo digital das histórias tem um denominador comum: a paixão de seus protagonistas pelo poder transformador da tecnologia. Se usadas em alinhamento com o compromisso da educação integral e com as mudanças da realidade protagonizadas por quem nela mora, as ferramentas digitais podem continuar a inspirar pessoas, e fazer com que esse acervo cresça e se multiplique.